OS EUA PROIBIU O MUNDO DE NEGOCIAR COM CUBA

1- Se cuba comprar um produto argentino, por exemplo, a letra de câmbio, não pode ser em dólares americanos. porque ao chegar a um banco, é confiscado lá mesmo pelo governo dos EUA. Então precisa ser em outra moeda

2- Um Banco suíço, USB (União dos Bancos Suíços), foi multado em 100 milhões de dólares pelo governo dos EUA, por aceitar transferência em dólares de Cuba.

3- O bloqueio impõe dificuldades que faz cuba perder em suas trocas cambiais entre 50 a 60 milhões de dólares POR ANO.

4-Nenhuma empresa pode exportar para cuba um produto, se essa mesma empresa (francesa, canadense…etc..) tiver mais de 10 por cento de componentes americanos. (O que é que hoje em dia não tem algum componente dos EUA ?)

a) E depois ficam surpresos que em Cuba muitos carros são antigos ?

5- Cuba não pode comprar aviões Europeus, pois a parte eletrônica dos aviões é americana.

6- Todas as embaixadas norte americanas espalhada pelo mundo devem escrever cartas aos países onde estão sediadas avisando das possíveis sanções caso façam comércio com Cuba.

7- Empresas fabricantes de carro, japonesa ou Européia, não podem usar na fabricação dos mesmos níquel importado de Cuba.

8- Cuba não tem acesso ao FMI e ao Banco Mundial. (Portanto, não pode obter empréstimos internacionais)
Um país que não tem crédito é um país que tem sua economia ASFIXIADA

9- Portanto, Cuba só pode pedir crédito a outras instâncias, MAIS CAROS, MAIS ONEROSOS.

10- Os Navios que tem comércio com Cuba são proibidos de entrar em portos dos EUA. Isto é, fazem terrorismo econômico para que outros países não levem produtos para Cuba.

Que efeito isso tem na ilha ?

a) as companhias de navegação não querem mandar seus navios para cuba

b) Cuba teve dificuldades incríveis para encontrar navios que trouxessem carne de gado do Canadá

c) Cuba tem terríveis dificuldades para trazer aparelhos médicos do japão.

d) Cuba tem terríveis dificuldades para trazer remédios da Europa.

11- (até recentemente) Americanos que viajassem para Cuba podiam pegar até 10 anos de cadeia e uma multa de 250 mil dólares.

( Isso responde a pergunta idiota : Por qual razão não vemos os americanos indo pra cuba ? )

https://www.google.com/amp/s/amp.dw.com/es/eeuu-sanciona-a-34-barcos-y-dos-empresas-por-enviar-petr%25C3%25B3leo-de-venezuela-a-cuba/a-48233399

É VERDADE QUE A INTERNET EM CUBA É PARA POUCOS. ?

De certo modo, é verdade. O problema é que não explicam o contexto. A 32km da costa cubana passa um emaranhado de cabos de fibras ópticas que conectam todos os países; Cuba, porém, não pode acessá-los em virtude das restrições impostas pelo bloqueio americano. Atualmente, as conexões em geral no país são feitas via satélite, o que as torna mais cara e mais lenta. O único cabo de fibra óptica acessado pelo país foi oferecido pela Venezuela no fim da década passada, ligando Cuba a Caracas, diminuindo o isolamento informacional de Cuba. Atualmente, Cuba sofre inúmeras restrições para obter materiais para infraestrutura, roteadores, e vários outros recursos que permitiriam à Ilha universalizar os serviços. Isso tudo impede Cuba de garantir internet residencial a todos os cubanos. Mas não há proibição de acesso, o que há é uma limitação. Ainda assim, há exceções: médicos, professores e jornalistas, por exemplo, têm sim acesso à internet residencial. Os demais, para usufruir da internet, precisam ir a alguns dos pontos públicos onde são oferecidos sinais de wifi (postos estatais, hoteis ou praças).

COMO SERIA CUBA SEM O BLOQUEIO ?

As cifras ajudam a ilustrar isso. Basta lembrarmos que o bloqueio já impôs a Cuba um prejuízo de mais de 100 bilhões de dólares (US$ 1,8 bilhão ao ano). Isso é quase a duplicação do PIB atual. Além disso, os maiores efeitos do bloqueio são também no acesso aos recursos. Internet em Cuba, por exemplo, é limitada e cara porque o país não tem infraestrutura para expandi-la (a rede internacional de fibras ópticas que conecta o mundo todo exclui Cuba deliberadamente). Outros efeitos são a exclusão de Cuba do sistema financeiro internacional. Isso significa que todo bem importado por Cuba deve ser pago à vista. Isso é um absurdo, uma vez que ninguém, nem a China, compra bens no mercado internacional pagando à vista.

Por Jorge Falcão no Facetruque

BOAS IDEIAS DE VON MISES: KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Que ideias do “VON” Mises realmente se sustentam, diante de visões críticas realmente embasadas e profundas?

* Teoria da Ação Humana / Praxeologia?? KKKKKKKKK
* Sua ideia de ciências humanas?? KKKKK
* Sua visão sobre o ser humano e a hierarquia ideal entre eles?? KKKKKKKK
* Suas críticas a todo tipo de materialismo?? KKKKKKK
* Suas críticas a Marx?? KKKKKKKKKK
* Seu conceito/ressignificação do que seria “capitalismo”?? KKKKKK
* Impossibilidade de operação de uma economia socialista / “Problema do Cálculo Socialista”??? KKKKKKKKKKKKKKK
* Sua visão sobre a superioridade de uma sociedade organizada em torno do mercado??? KKKKKKKKKKKKK

Tá difícil, migos, tá difícil…
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Ficam as dicas de leitura, que tratam de todos esses temas:

1) Von Mises e sua Praxeologia: Religião, Aristocracia, Racismo e Contradições

https://ominhocario.wordpress.com/2020/01/19/von-mises-e-sua-praxeologia-religiao-aristocracia-racismo-e-contradicoes/

2) Entenda porque Mises não deve ser levado a sério quando o assunto é marxismo

https://cienciaproletarialivre.com/2019/07/16/entenda-porque-mises-nao-deve-ser-levado-a-serio-quando-o-assunto-e-marxismo/

3) O Que Está em Jogo no “Mais Mises, Menos Marx”

http://www.niepmarx.blog.br/revistadoniep/index.php/MM/article/view/74/66

4) De Volta ao Debate Sobre o Cálculo Socialista – Cálculo, Complexidade e Planejamento

https://ominhocario.wordpress.com/2019/04/19/de-volta-ao-debate-sobre-o-calculo-socialista-calculo-complexidade-e-planejamento/

5) De Volta ao Debate Sobre o Planejamento Socialista II – Preços, Informação, Comunicação e Eficiência (Esse não é sobre as ideias de Mises diretamente, mas como é uma resposta a coisas que o Hayek disse que Mises na verdade queria dizer, então vale a pena entrar aqui tb):

https://ominhocario.wordpress.com/2019/05/09/de-volta-ao-debate-sobre-o-planejamento-socialista-ii-precos-informacao-comunicacao-e-eficiencia/

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E para duas coletâneas de artigos criticando toda a lógica de pensamento que coloca o mercado como ideal de liberdade, como centro ideal da vida social e como ideal de racionalidade na organização humana, ver as listas abaixo:

– Concepção de Mundo Neoliberal – Ideais e Contradições: O Mercado como Ideal de Liberdade e Centro da Vida Social

https://ominhocario.wordpress.com/sobre-mercados-liberalismo-economico-e-neoliberalismo-leituras-tematicas-2/#mercado-como-ideal-liberdade

– Mercado e Racionalidade

https://ominhocario.wordpress.com/sobre-mercados-liberalismo-economico-e-neoliberalismo-leituras-tematicas-2/#mercado-e-racionalidade

Jornada de trabalho da escravidão

1829: São Paulo tem 30.189 escravizados trabalhando na lavoura. Eis o perfil deles:

* 68% – Homens e mulheres entre 15 e 54 anos;
* 68% – Jornada de até 12 horas por dia;
* Trabalham até 6 dias por semana;
* Plantam e colhem milho, feijão, açúcar etc;
* A maioria não tem fonte de renda.
* Moradia, alimentação, vestimenta são custeados pelo senhor.
Fonte: Luna; Klein. “Evolução da sociedade escravista…”. p. 185.

2019: São Paulo tem 30 mil entregadores ciclistas de app. Eis o perfil deles:

* 75% – Jovens entre 18 e 27 anos;
* 80% – Jornada de até 15 horas por dia;
* 57% – Trabalham até 7 dias por semana;
* 86% – Entrega de bike é a única fonte de renda;
* 30% – Pedalam mais de 50 km por dia;
* Valor médio por entrega: R$ 5,00;
* Salário médio mensal: R$ 936,00;
* Moradia, alimentação, vestimenta são custeados pelo entregador.
Fonte: Aliança bike

Os que defendiam a escravidão diziam: “pelo menos os escravos estão sendo civilizados”. No mundo contemporâneo, muitos dizem: “pelo menos os entregadores têm emprego”.

Por Luis Gustavo Reis via Facebook

Cinco mentiras que a direita conta sobre Marx

5 Mitos sobre Marxismo

Marx se tornou um alvo tão prioritário dos ataques dos gurus de direita na internet, que conhecer seu pensamento e sua história se tornou ainda mais importante pra quem quer fugir dessa incultura. E isso independe de se ser ou não marxista. Como Marx é um clássico, sua obra é essencial para se compreender a modernidade, como são Adam Smith, John Locke, Stuart Mill e tantos outros.

Dizem que Marx deturpou os Livros Azuis da biblioteca de Londres que usou como fontes para O Capital; que ele antecipou genocídios do século XX ao falar em “holocausto revolucionário” para “raças inferiores”; que seu pensamento casa perfeitamente com o totalitarismo stalinista que embasou todos os regimes do socialismo real do século passado; afirma-se até mesmo que ele era satanista e, a mais conhecida, que Marx era um “vagabundo” que não gostava de trabalhar. Nesse texto vou desconstruir essas asserções e mostrar seus equívocos.

1 – Marx era um vagabundo sustentado por Engels.

Esse é um dos chavões e inverdades mais repetidas por conservadores contra Marx. É de conhecimento geral que Marx foi auxiliado financeiramente por Engels durante um tempo, mas disso podemos dizer que: (1) se havia uma amizade e boa vontade de Engels de ajudá-lo, então não existe problema algum nisso; (2) Mas acontece que Marx não viveu apenas da ajuda de Engels. Marx recebeu uma herança de sua mãe com a qual pôde custear suas despesas por um tempo; ele também trabalhou como jornalista e autor independente para alguns veículos de imprensa, como o Rhineland News, de Colônia, onde se tornou editor e também onde teve contato pela primeira vez com questões sociais referentes às condições de vida e trabalho do operariado, e a partir de então aderiu às ideias comunistas.

Contudo, sofreu com a censura à imprensa na Alemanha e com perseguições políticas em outros lugares, até finalmente se exilar em Londres em 1849, onde permaneceu até o fim da vida. Essa relação com Engels também nunca foi apenas de mão única: em 1848, Marx também enviou dinheiro para ajudar o amigo e, mesmo com poucos recursos, ajudava até mesmo outros amigos que passavam necessidade.

Mas o exílio em Londres trouxe grandes dificuldades para ele e outros ativistas alemães que viviam na capital britânica. O elevado custo de vida e o desemprego levou muitos a dormirem nas ruas[1]. Antes do exílio, Marx era editor chefe de um jornal, onde ganhava bem, mas os primeiros seis anos em Londres foram marcados por agudas dificuldades financeiras e crises familiares. A situação melhorou quando Engels mudou para Manchester para cuidar dos negócios do pai e iniciou os envios de dinheiro para Marx.

2 – Marx pregou o genocídio de alguns povos na revolução.

Essa falsa informação tem origem no documentário de extrema direita The Soviet Story e numa suposta citação de Marx feita ali falando em “holocausto revolucionário” de “povos inferiores”. Porém, Marx rejeitou as teorias do século 19 que falavam em inferioridade racial e não há em sua obra nada que aponte para isso.

Há comentários até mesmo sobre um possível antissemitismo em Marx, resultado de uma interpretação descontextualizada de seu ensaio “sobre a questão judaica”, da década de 1840. Marx na verdade faz nesse ensaio comentários às posições de Bruno Bauer, um intelectual que se opunha à emancipação dos judeus. Nesse ensaio, Marx fala sobre a relação entre os judeus e o Estado, Estado e religião, Estado e sociedade civil[2].Embora Marx tenha tecido críticas ao judaísmo como religião, ele condenou a posição de Bauer e defendeu a emancipação dos judeus como parte da realização dos direitos humanos universais. Ao contrário de alguns antissemitas de sua época, como o próprio Bruno Bauer, que depois vieram a aceitar os conceitos de raça, Marx não associou os aspectos negativos do capitalismo aos judeus.

Além disso, tinha uma visão abertamente negativa das teorias referentes à superioridade racial. Numa carta a seu genro Paul Lafargue, cujos antepassados tinham origens africanas, Marx escreveu que “para tais pessoas é sempre uma fonte de satisfação ter alguém a quem se imaginam com o direito de desprezar[3]”.

3 – Marx deturpou os documentos que usou para escrever “O Capital”.

Essa tese é desenvolvida por Paul Johnson no livro Os Intelectuais. Johnson é um historiador britânico ultraconservador e essa obra, publicada originalmente em 1988, foi escrita com um tom estritamente pessoal. O capítulo dedicado a Marx está eivado de ataques pessoais e afirmações descontextualizadas de sua obra e de sua vida. Obviamente o fato de Johnson ser um conservador não é um problema em si, mas sua escolha política interferiu claramente em sua obra, que falha por falta de rigor metodológico e por não haver o distanciamento necessário de seu objeto de abordagem.

Johnson afirma que Marx era seletivo e falsificava suas fontes de informação[4], mas em nenhum momento ele especifica quais foram essas falsificações, como e quando foram feitas. Ele se reporta aos Livros Azuis do British Museum de Londres, analisados por Marx. Mas é preciso ter em mente que é a partir do desenvolvimento da teoria do valor-trabalho de Adam Smith, David Ricard e Stuart Mill que Marx elabora seus conceitos básicos sobre os tipos de capital. Os Livros Azuis eram “relatórios das comissões parlamentares de inquérito britânicas[5]” e foi neles que Marx encontrou descrições sobre a miséria dos trabalhadores, como o caso da lavadeira Mary Anne Walkley, de Londres, “que, esfalfando-se na limpeza dos vestidos das madames que se preparavam para o baile da Princesa de Gales, em 1863, literalmente morreu de trabalhar[6]”.

Sperber comenta que “Marx compreendia que a extensão da jornada de trabalho, mesmo não havendo oposição da classe trabalhadora, acabaria esbarrando em limitações físicas, a menos que todos os trabalhadores fossem se juntar a Mary Anne Walkley na cova[7]”. Johnson não menciona nada disso em seu texto.

Foi após a derrota e violenta repressão aos trabalhadores na Comuna de Paris que os editores de um jornal suíço, ligado a Marx, propuseram uma reforma do capitalismo em vez de uma revolução violenta que conduzisse ao socialismo. Era um projeto reformista e de cooperação de classes com o objetivo de atrair a atenção e o apoio da sociedade para as necessidades dos trabalhadores. Eduard Bernstein e Ferdinand Lassalle foram os principais defensores dessa linha na década de 1870[8].

Marx encarou essa tese com estranheza, embora a considerasse inovadora. Na verdade, desde 1857 ele já não nutria esperança de uma revolução socialista de curto prazo e chegou até mesmo a pensar em caminhos alternativos para a derrubada do capitalismo na década de 1860.

Paul Johnson também afirma que Marx não podia compreender que “desde os primórdios da Revolução Industrial, de 1760 a 1790, os industriais mais eficientes, que tinham amplo acesso ao capital, geralmente propiciavam melhores condições para seus empregados[9]”. E ainda: “Desse modo, as condições melhoravam e, por conta disso, os trabalhadores paravam de se revoltar, contrariando o que Marx tinha previsto[10]”.

Essas afirmações não são verdadeiras. No período mencionado por Johnson, a Revolução Industrial apenas dava seus primeiros passos e seu impacto social apenas começou a ser verdadeiramente sentido a partir de 1780. Ele não menciona que a Revolução Industrial foi responsável pelos levantes de trabalhadores da indústria e de populações pobres nas cidades, culminando nas revoluções de 1848 em todo o continente e nos movimentos cartistas e luditas na Grã-Bretanha[11]. E não eram apenas operários, mas também setores da pequena burguesia, como pequenos comerciantes.

Ele também não menciona o crescimento das cidades industriais sem planejamento, sem saneamento básico, com condições habitacionais precárias, que levaram ao reaparecimento de doenças contagiosas como a cólera e o tifo, além do aumento do alcoolismo, infanticídio, prostituição, suicídio, criminalidade e demência decorrentes do depauperamento social e jornadas de trabalho extenuantes.

Johnson também não menciona a rígida disciplina imposta nas fábricas por patrões e seus supervisores que incluíam multas abusivas e até castigos físicos, ou obrigatoriedade de os trabalhadores comprarem mercadorias em lojas de patrões. Johnson não menciona que o movimento operário nasceu das condições desumanas de vida nos distritos e cidades industriais como mecanismo de autodefesa e de protesto[12]. As melhoras nas condições de vida dos trabalhadores não era algo palpável até pelo menos a década de 1850, quando havia forte tendência de deterioração da situação material do proletariado fabril. Foi isso que ocasionou em parte as revoluções sociais de 1848, a partir das quais Marx e Engels publicaram o Manifesto Comunista, um panfleto político que se tornou um clássico.

Johnson também fala que “Marx não tinha qualquer interesse pela democracia[13]”.

O pensamento de Marx não foi linear da juventude à maturidade. No início da década de 1840, por exemplo, apenas cinco anos antes de redigir o Manifesto Comunista, Marx considerava as ideias comunistas perigosas, capazes de derrotar a inteligência humana, impraticáveis e que deveriam ser combatidas com canhões[14]. Ele também era defensor da liberdade de imprensa. Posteriormente, Marx realmente não via a democracia liberal com bons olhos, mas o Partido Social Democrata da Alemanha (SPD), foi fundado em 1875 por marxistas lassallianos (Ferdinand Lassalle era seguidor de Marx e um radical-democrata defensor do sufrágio universal)[15]. Se Marx preteriu a democracia em favor da ação revolucionária e da ditadura do proletariado, a socialdemocracia, por outro lado, nasceu como uma ramificação do marxismo.

Paul Johnson, definitivamente, não é uma boa referência para se compreender Marx.

4 – Marx era satanista.

Sem comentários.

5 – A teoria de Marx legitimou as crueldades praticadas pelos regimes comunistas do século passado.

É difícil imaginar qual dessas cinco afirmações é a mais estapafúrdia, mas essa certamente é uma forte candidata. Jonathan Sperber chama a atenção para o fato de que o viés genocida seguido pelos regimes totalitários de Stálin e Mao contrariava de forma flagrante o que Marx pensava sobre o socialismo. Em sua obra, Sperber mostra como Marx era crítico da violência cometida pelos ingleses durante a ocupação colonial da Índia, algo muito semelhante à violência praticada pelo Estado soviético na modernização da Rússia e de partes do leste europeu. Sperber comenta ainda sobre o desprezo que Marx nutria pelos despotismos burocráticos nos reinos da Prússia e da Rússia czarista. Como é de conhecimento geral, essa forma de despotismo se tornou ainda mais acentuada nos regimes do socialismo real do século passado[16].

Conclusão

Como foi dito no início, Marx permanece um autor fundamental para entendermos a modernidade, o capitalismo, o industrialismo do século XIX. Recortar seu pensamento do contexto em que foi produzido, dos diálogos estabelecidos e das influências que marcaram sua vida intelectual é um gesto de desonestidade intelectual que precisa ser denunciado e combatido.

Compreender Marx como um clássico independe de você ser ou não marxista. Qualquer conservadorismo pretensamente denuncista que não entenda isso não passa de um embuste.

Por Bertone Souza

Em 2020, Bernie Sanders é eleito e faz pressão internacional por #LulaLivre.

2021, depois de um ano, Bernie começa a financiar guerrilheiros urbanos em Curitiba e consegue com sucesso soltar o Lula. Com Lula livre, ele passa a provar que Deltan Dallagnol e Sergio Moro são dois bandidos que o condenaram para que Bolsonaro pudesse ganhar.

Deltan e Moro não conseguem dormir à noite.


Tempo das eleições de 2022, Jair Bolsonaro versus Lula da Silva. Lula vence com uma taxa de 70%. Bolsonazi foge para a Argentina, mas Alberto Fernandez envia Bolsonazi para a cadeia.

A PAZ REINA NO MERCOSUL.


2023, ano de nossa senhora Discórdia, o movimento fascista global liderado por Trump, Bolsonaro, Macri, Boris Johnson etc, volta para os bueiros da sociedade.

Lula e Bernie vão a um boteco brasileiro para beber uma boa cachaça e assistir Timão vencer o campeonato de libertadores.

Tite levanta a xícara e todos os jogadores do time ficam atrás dele batendo palmas. O narrador na televisão diz “e agora o hino brasileiro”, enquanto a Internacional começa a tocar e as bandeiras vermelha e preta são erguidas. Bernie ri, Lula toca as costas com ternura e diz “é isso aí, companheiro”.

O mundo está em paz e todos os trabalhadores têm #tempo

2020, Bernie gets elected and make international pressure for #lulalivre

2021, after one year, Bernie start funding Urban guerrillas in Curitiba, we successfully get #lulalivre, with #lulalivre, he proceeds to prove that Deltan and Moro are two thugs who convicted him so bolsonaro could win.

Deltan and Moro can’t sleep at night.


2022 election time, bolsonaro vs #Lulalivre. Lula wins with a 70% rate. Bolsonazi flee to Argentina, but Alberto Fernandez send Bolsonazi to jail. PEACE REIGNS IN MERCOSUL.


2023, The year of our lady Discórdia, the global fascist movement led by Trump, bolsonaro, macri, Boris Johnson, etc. #LulaLivre and Bernie Sanders go to a Brazilian boteco to drink a good cachaça and watch Timão win the libertadores championship.

Tite raise the cup, and the players of the team all stand behind him clapping. The narrator in television says “and now the Brazilian anthem”, while the Internationale starts playing, and the red and black flag are raised.

Bernie chuckles, #lulalivre touches his back tenderly and says “é isso aí, companheiro”. The world is at peace and all workers have #tempo